quinta-feira, 14 de julho de 2011

14 de Julho

O suor dos corpos tem um cheiro pestilento, e será dos ódios. 
Os ossos assomam sob a pele,  e há mulheres com filhos sugando seios secos.
De cada rosto emana uma força estranha, e os lábios ressequidos gritam: queremos a Bastilha.
Terá sido assim o saque, que a fome, o corpo a desfazer-se, fraco, os olhos sobrando dos ossos descarnados, ver assim os filhos, o homem não suporta.
Solta-se a besta.
Disto se erguem sempre os povos pelos tempos.
Disto se derrubam mitos, Bastilhas intransponíveis.  .
Só depois clamores de igualdade.
Só depois a fraternidade, a liberdade.
Só depois da besta saciada... 

2 comentários:

wind disse...

É isso mesmo.
Beijos

Rui Constantino disse...

Mudam-se os tempos, mudam-se as verdades…

adoro estes espectáculos - este é no mercado de Valência

desafio dos escritores

desafio dos escritores
meu honroso quarto lugar

ABRIL DE 2008

ABRIL DE 2008
meu Abril vai ficando velhinho precisa de carinho o meu Abril

Abril de 2009

Abril de 2009
ai meu Abril, meu Abril...

dizia ele

"Só há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. Mas quanto à primeira não tenho a certeza."
Einstein