sábado, 13 de junho de 2009

Morte

A morte, todas as mortes,
é como a vida, todas as vidas,
obra da criação.
Morrer é, em todas as circunstâncias,
como a vida,
despida de circunstâncias,
um acto belo de amor.
Na roda eterna da vida
quando alguém
atravessa a ponte
para a outra margem,
é vida que a outro
nesta se dá.
A quantos milhões de seres
devo minha vida...
A quantos a minha
vida dará...
Chorar a morte
é chorar a vida
que em si
não se deixou viver.
Morrer por amar
é abraçar a beleza da vida.
Pode partir o ser,
que eterno será sempre
o amor.

poema que ela escreveu um dia, ainda a vida lhe era e ela já sabia que este dia chegaria
obrigada

5 comentários:

Paula Raposo disse...

Belo!!! Saio sentindo as palavras...muitos beijos.

wind disse...

Escritora, aqui deixas-me sem palavras.
Beijos

Mena G disse...

Do dentro da minha vida, presto-lhe homenagem.
Infelizmente, uns de entre nós, vivemos com a certeza deste dia.
Não devia ser assim...

Anónimo disse...

Foi este o poema que me apeteceu ler para quem, naquele momento a acompanhava. A minha timidez perante a grandeza daquela mulher, silenciou-me!

Vieira Calado disse...

Muito sentido,

agremente poético

o teu poema.

Bjs

adoro estes espectáculos - este é no mercado de Valência

desafio dos escritores

desafio dos escritores
meu honroso quarto lugar

ABRIL DE 2008

ABRIL DE 2008
meu Abril vai ficando velhinho precisa de carinho o meu Abril

Abril de 2009

Abril de 2009
ai meu Abril, meu Abril...

dizia ele

"Só há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. Mas quanto à primeira não tenho a certeza."
Einstein