quarta-feira, 25 de abril de 2007

co(a)ntar Abril

Deixamos a palavra
e o canto
D’A Liberdade
contamos
o sol que brilhou no dia pardo
a madrugada que foi dia e tarde e
nunca mais houve depois uma só noite.

Deixamos a palavra
dizer
D’A Liberdade
O coração que batia forte
A lágrima e o sorriso
O riso
O canto
O abraço
A fraternidade vivida em cada um
por todos.

Deixamos a palavra
Não mais que a palavra
gravada a fogo
no coração da gente.


Deixamos a palavra
O grito que ainda gritamos


mas é pouco...


Deixamos nela só o conto
D’O Abril que nos foi vivido e não nos morre.

10 comentários:

Arion disse...

E... chegaremos para o não seixar morrer?

Arion disse...

*deixar...

Gi disse...

Não deixamos que morra, não podemos deixar que isso acontaça.
Lindo o teu poema.
Deixo-te um beijinho em forma de cravo vermelho.

Anónimo disse...

fantástico post poetisa...
o 25 de abril como deve ser lido
por favor participe em www.luso-poemas.net. é um cantinho de literatura onde todos podem mostrar o seu dom, conversar com artistas com o mesmo gosto, trocar ideias e assim contribuir para que a chama fantastica da nossa cultura se manhtenha em cada um de nós.

de uma visita e se quiser participar, seria uma honra para nos ter tremendo artista no nosso cantinho.
grande abraço. luso poemas

wind disse...

É isso Escritora, enquanto houver gente que se lembre não pode morrer!
Belo poema:)
beijos

Francisco L disse...

Abril sempre! @>-}-

poemas de amor e dor disse...

Comemora-se hoje o nosso dia - o dia da LIBERDADE. Ai como o tempo passa. Ainda há pouco eu era prisioneiro de opinião no meu próprio país; ainda ontem engrossava a multidão com cravos. O tempo passou depressa e na pressa vai-se esquecendo que para haver liberdade muito foram os que lutaram e morreram.
Volto ao antes de ontem, adolescente, escrevendo poemas por metáforas com medo de ser preso. Hoje, quando a democracia se encontra em pleno, volto a pensar que os meus sonhos de Abril –as minhas mãos cheias de cravos – não mais são que sonhos e resquícios dum odor de cravos vermelhos envergonhado. A vida está melhor, pois claro! Pudera. O que fizeram aos muitos milhões de financiamentos que entraram ao longo dos anos. A vida está melhor? Sim, para alguns! A vida está a ficar pior para a maioria do nosso povo. Graça o desemprego, o trabalho precário e este tremendo combate aos funcionários públicos feitos réus pelos políticos.
Hoje é o nosso dia – o dia da Liberdade. Viva o 25 de Abril
Rogério Martins Simões

Vieira Calado disse...

Foi pena não teres posto o poema ao lado do cravo...

Mesa Redonda disse...

Abril, JÁ!

Isaac disse...

O natureza fria e etérea das palavras...

adoro estes espectáculos - este é no mercado de Valência

desafio dos escritores

desafio dos escritores
meu honroso quarto lugar

ABRIL DE 2008

ABRIL DE 2008
meu Abril vai ficando velhinho precisa de carinho o meu Abril

Abril de 2009

Abril de 2009
ai meu Abril, meu Abril...

dizia ele

"Só há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. Mas quanto à primeira não tenho a certeza."
Einstein