quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

Desalento


Tanto frio! Tanto frio!
Frio que gela o corpo.
(Cada dedo, estalactite de miséria)

Tanta luz! Tanta luz!
Luz que enfeita ruas, casas...
Luz que divide a cidade em duas.
(Metade da cidade, miséria escura.)

Tanto papel de cores!
Tanto esplendor!
Tantas roupas, brinquedos, jóias...
Tantas coisas!
Tantas coisas!
Tantas coisas!
Tantas coisas!

No lado escuro da cidade,
(No lado escuro do mundo)
Nada!
Nada!
Nada!
Nada!

Que Natal celebrar neste Mundo?!

13 comentários:

Zecatelhado disse...

Continuas com "a veia" afinadíssima.

Pois cá está este teu amigo de regresso após um tempo bastante assoberbado com outros afazeres. Espero voltar ao "ritmo normal" outra vez.
Aquele abração do
Zecatelhado

gato_escaldado disse...

beijo. sempre lúcida. a tua poesia.

wind disse...

Muito bom este poema. Há os que não sabem o que é Natal. O lado escuro, como escreveste. E com isso disseste tudo. beijos

sonia disse...

que linda poesia. e devo dizer que adorei o teu comentário ao meu aniversário. fizeste-me rir, e relembrar coisas que já parecem tão distantes.
beijinhos e bom Advento.

Poesia Portuguesa disse...

"...No lado escuro da cidade,
(No lado escuro do mundo)
Nada!
..."

... onde não existem luzes brilhando, nem montras de mil esplendores...mas existe gente, de alma e corpo, como nós.

Grata pela tua Poesia.

Um abraço carinhoso ;)

Menina_marota disse...

Passei para ler-te e deixar um abraço de bom fim de semana :)

peciscas disse...

Não consegui abrir o jornal.Deve ser porque a cinta traz muita cola...

Eremita Baptista disse...

já tinha saudades de ver este blog com vida...uff...

o natal é cada vez mais sinónimo de consumismo e não de aproximação humana,,,,bjs

Zecatelhado disse...

Já agora:
Adoro a tua entrada com aquele anjinho.
1 bj
Zecatelhado

lique disse...

Fazes uma pergunta. Queres que te responda? Nenhum. O Natal é amor entre as pessoas, antes de tudo. Por onde anda isso?
Beijão

Maria do Céu Costa disse...

Um Natal, em que todos os dias se fizesse algo por essas pessoas, que merecem toda a dignidade de tratamento de seres humanos e então chegaria a época que está como de Natal e ai seria festajado o Natal no verdadeiro sentido da palavra. Bonito o sentimento que "carrega" este seu poema.

Lyra disse...

continuas igual a ti própria. sensivel. a escrever muito bem. um beijo miuda :) deste alentejo para esse algarve

TiTeresa disse...

sinto-me cego no meio de tanta luz.
sinto-me perdido no meio de tantas coisas.
sinto um frio que não sei de onde vem.
procuro no lado escuro da cidade o amor

adoro estes espectáculos - este é no mercado de Valência

desafio dos escritores

desafio dos escritores
meu honroso quarto lugar

ABRIL DE 2008

ABRIL DE 2008
meu Abril vai ficando velhinho precisa de carinho o meu Abril

Abril de 2009

Abril de 2009
ai meu Abril, meu Abril...

dizia ele

"Só há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. Mas quanto à primeira não tenho a certeza."
Einstein