segunda-feira, 13 de maio de 2013

dia treze


hoje que é dia treze, este pedacito de um que escrevi, faz tempo
talvez até ande por aí publicado de outro modo, que eu corto, reescrevo, faço plágio de meus próprios textos


É o mês da virgem e nem o sol redondo, inchado, prenhe de fogos a mostrar-se bailando aos olhos peregrinos, fálicos de segredos e de terços. Os olhos deles intumescidos de pecados a cumprirem promessas por caminhos a sangrar orações. E nem o sol para aquecer asfaltos, para que escaldem as pedrinhas e fervente a terra que os peregrinos pisam, a tornar mais apetecido o sacrifício, mais suculento o pé a quem o trata com desvelos de pomadas e águas quase bentas.
Um horror estes dias com o sol filtrado.
Um calor a embeber as frontes com suores gelados, que são assim os suores de tristezas e doenças. Os suores de medos.
E nem uma aragem que rode um cata-vento no céu deste Maio.
Um tempo dos diabos, murmura Irene Fogaça de mistura com palavras de orações.  E vai rolando as bagas do terço, e em cada uma a Ave-Maria de cuja letra sabe apenas uns pedaços. 
Irene Fogaça que andou na catequese há um ror de tempo. 
Vai no cumprimento da promessa.
Entalada nos dedos, a conta que separa duas dezenas pede-lhe agora um Padre-Nosso  e ela tartamudeia como se fosse.





anda aqui, sim senhora 

1 comentário:

wind disse...

Tal e qual.
Beijos

adoro estes espectáculos - este é no mercado de Valência

desafio dos escritores

desafio dos escritores
meu honroso quarto lugar

ABRIL DE 2008

ABRIL DE 2008
meu Abril vai ficando velhinho precisa de carinho o meu Abril

Abril de 2009

Abril de 2009
ai meu Abril, meu Abril...

dizia ele

"Só há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. Mas quanto à primeira não tenho a certeza."
Einstein