sábado, 22 de março de 2008

palavras novas

Quando chegou o dia
As palavras fugiram

Nem uma só que dissesse:
este recanto,
este troço de rio,
esta conversa,
aquele babado de um filho

Nem uma só resistiu

Esgaçadas de um tempo
Apagadas de dizeres antigos

Quando chegou o dia
Tu inventaste as palavras

Disseste corpo e alma
Mãe, cipreste, calma
Rebento de árvore

Disseste Amor e Amante e Amigo
e desespero
e choro
e mar
e estrelas
e murmúrio


E disseste medo e praia
E escreveste sol e lua e Universo
E clamaste Paz e Terra e sossego

Inventaste um termo desusado
Depois um outro
E mais outros
Muitos

Palavras novas
Precisadas

E só então gritaste Liberdade!

5 comentários:

Gardagami disse...

See here or here

wind disse...

Escritora está forte e lindo!:)
Beijos e bom domingo de Páscoa:)

TINTA PERMANENTE disse...

Por isso nunca se deve deixar as palavras fugirem: perdem-se afectos, perde-se Poesia. Assim, como esta, aqui!


abraços!

CNS disse...

E tu (re)inventas-te em cada palavra, que escreves.

um beijo

Gi disse...

e que belo este teu grito

Liberdade !

tenho que cá voltar para ler o resto

beijos

adoro estes espectáculos - este é no mercado de Valência

desafio dos escritores

desafio dos escritores
meu honroso quarto lugar

ABRIL DE 2008

ABRIL DE 2008
meu Abril vai ficando velhinho precisa de carinho o meu Abril

Abril de 2009

Abril de 2009
ai meu Abril, meu Abril...

dizia ele

"Só há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. Mas quanto à primeira não tenho a certeza."
Einstein