segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Monogramas

foto daqui


Não bordes o teu nome no enxoval.
Menos ainda o bordes ao de outro cruzado.
Sabes lá tu para que servem os lençóis!
Que assim os chamas tu!
Ligaduras de guerra, podem ser
e, com os nomes gravados,
tás a ver!
Nunca bordes teu nome no enxoval.
Nas toalhas de turco ou de alinhado,
a vir o teu nome bordado e,
sendo, o dos dois cruzado,
que mal que ficaria limpando o corpo
um teu amante ou,
por um qualquer acidente,
o homem do talho ou a mulher da padaria.
Não bordes o teu nome, sabes?
Não o bordes
nem mesmo naqueles toalhetes privados.
Não bordes o teu nome em qualquer lado.
(Borda o teu nome apenas, em duas letras discretas, num anel, numa caneta.)


12 comentários:

legivel disse...

Olha que esta tá bem alembrada! Até o carteiro (aquele que toca sempre duas vezes) o que diria ao limpar o corpo a um lençol de banho com os nomes cruzados de Adozinda G. & Deodato S.?!

saisminerais disse...

Como sou pouco de bordar
pensei ca para comigo, ora se ela aconselha a não o fazer! Muito bem lembrado, por acaso como o faço sempre pela calada! (Atenção foram tuas as palavras...) Pensei ca para comigo que até era boa ideia deixar aqui bordado o meu nome...
A l e x a n d r e F e r r e i r a
Ficou bonito? Diz lá! HUm eu sabia que até tinha jeitinho
Beijo Setubalense para uma mulher Algarvia que deve ter inventado o rir. Adorei aquele dia em Santarém, adorei conhecer-te, mas não adforei aquela boca foleira de este tipo faz pela calada e come a sopamas é...
genial é o que tu és.
xausito

Lmatta disse...

gostei do teu texto
E mais tens razão.
beijos amigos

Humor Negro disse...

Olha um clone do Cutileiro... ;-)

augustoM disse...

Bordar ou não bordar, eis a questão.
Um abraço. Augusto

wind disse...

Escritora, num aparente simples poema, escreveste grandes verdades!:)
beijos

Nilson Barcelli disse...

Sinceridade ou ironia?
Em qualquer dos casos gostei do teu poema poligâmico...
Um beijo.

legivel disse...

... prontos, já percebi. estamos numa de modas & bordados, né?!
Aqui vai uma quadrinha prá´nimar:

Teu nome está bordado
em lenço de estimação
também bordado a seu lado
está o meu coração.

Tás a ver mulher?! É canjinha de galinha!!

Isaac disse...

Ah! Essas linhas que nos escapam aos dedos assim como o tempo nos abandona às impressões do irreal...

Friedrich disse...

Tantos blogues que gostava de ver e ler, outros tantos em que passo e nem sequer os chego a ver. Mas existem outros, que não nos cansamos de os ler, porque em cada palavra saboreia-se a nostalgia tranquilizadora de cada mensagem que nos enriquece o saber sem nunca chegarmos a agradecer... O tempo é sempre o grande culpado destas contrariedades, mas por vezes a preguiça também ajuda.

As desculpas só serão válidas quendo verdadeiras.

Um beijo

Vera Helena Vianna do Nascimento disse...

Seila, gostei muito do seu poema. Queria saber se permites que eu coloque no meu blog, informando a autoria, é claro. Tem muito a ver com um comentário que minha irmã estava fazendo hoje, sobre quem faz tatuagens, com nome do amante, amado, amor. E se ele acaba, se vai embora, se terminam tudo? como fica o próximo a beijar seus pés, lendo o nome do anterior, gravado a fundo na pele?
Sou brasileira, moro em Santos, São Paulo. Bjs.

Vera Helena disse...

Esqueci que para contato o multiply é complicado. Segue meu e-mail pessoal: verahl@uol.com.br.
bjs.

adoro estes espectáculos - este é no mercado de Valência

desafio dos escritores

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meu honroso quarto lugar

ABRIL DE 2008

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meu Abril vai ficando velhinho precisa de carinho o meu Abril

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ai meu Abril, meu Abril...

dizia ele

"Só há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. Mas quanto à primeira não tenho a certeza."
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