quinta-feira, 27 de julho de 2006

lutas

Um dia, sei lá se foi um dia,
sei lá se não passou de ser mais que pensamento.
Sei que foi há muito tempo e me ficou como coisa dita.
Nas lutas desta vida, a desdita é que, o mais das vezes,
nem é a nossa luta que nos impede a felicidade, mas as guerras de outros.
Assim, quase tal qual me lembro.
E estou dada em recriar essas palavras.

Lutas de cada um e guerras de outros.
E o faço por me ver de mãos atadas,
Que é coisa de dizer:

sem saber que fazer e o que pensar.
Sei. A guerra regenerou ali sobre as pisadas de Jesus.
Olho as fotos que pululam na imprensa escrita e a demais.
Penso a luta de cada um.

o namoro que andava a acontecer
o parto quase a chegar
a casa nova a estrear
o empréstimo que o banco concedeu
as férias em outro lugar
o filho tão doente para tratar
a mãe que velhinha se morreu
o pai já sem memória a definhar
a peça de teatro a estrear
a tela quase a terminar
as últimas provas do livro
a escola acabada e as férias
acampar com as namoradas...


(Um exército é formado por soldados.
Tão novinhos os que andam a disparar!)


Aqui me fico que nem sei o que me faz incomodar.
Eu tenho as minhas lutas para lutar.


Líbano


Israel

6 comentários:

cidadão comum disse...

e assim com poesia se luta pela paz.

wind disse...

Escritora, muito bem!
beijos

Isaac disse...

E quando os espíritos se renderão à sensibilidade digna de banir as guerras?... Que os versos evoquem os homens de bom ânimo...

Calca-mar disse...

São sempre os mesmos, os das ganâncias todas...

Maria Alfacinha disse...

É... numa guerra não há verdadeiramente vencedores, mas vencidos... são todos !
Bonito o que escreveste :-)

augustoM disse...

Há lutas que não têm dono, são de todos nós.
Um abraço. Augusto

adoro estes espectáculos - este é no mercado de Valência

desafio dos escritores

desafio dos escritores
meu honroso quarto lugar

ABRIL DE 2008

ABRIL DE 2008
meu Abril vai ficando velhinho precisa de carinho o meu Abril

Abril de 2009

Abril de 2009
ai meu Abril, meu Abril...

dizia ele

"Só há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. Mas quanto à primeira não tenho a certeza."
Einstein