terça-feira, 9 de maio de 2006

Vem

Vem
Podes vir se quizeres
Quando te aprouver
Vem
Quando vieres
não te esqueças de trazer
um peso de lágrima
um nadinha de água em cada olho
um sorriso
um riso enfeitando a boca
E nas pernas
em cada tornozelo
põe soquetes
meias pequenas de algodão
E faz tranças
No cabelo
põe laços
Um de cada lado
dois lacinhos encarnados
Nos ombros põe um xaile
um xaile que caia
se desfaça
no meu
no nosso abraço


Vem
Quando te aprouver
Mas não te esqueças.


de August Renoir aqui
O poema foi publicado em 22 de Abril de 2006 no blog que tenho mantido em segredo (aguardo o vosso perdão,sim?) e onde assino mcorreia

13 comentários:

heretico disse...

Gosto muito dos teus poemas. Não percebo por que esconder. Um pouco tristes, nada absurdos...

Arion disse...

Já te comentei lá e comento-te aqui! É sempre um prazer ler-te e estás perdoada... Beijo!

lique disse...

O poema é lindo, muito àquele teu jeito que nos deixa entre o sorriso e as lágrimas.
Quanto a perdões, então isto aqui não é um espaço em que cada um faz o que lhe apetece? Se precisas de perdão, estás mais que perdoada. Mas acho que não há razão para pedidos de perdão. :)
Beijão

zé das loas disse...

encantado com teus poemas. talento a rodos em todos os géneros literários. beijos

peciscas disse...

Para quê guardar segredo?

AmigaTeatro disse...

Seila, fui ao link q puseste lá no meu mundo e não vejo nenhum post do dia 9... :/*

sonia disse...

gosto tanto de te ler. e não te visito as vezes que devia, dado ao estado moribundo do meu pc. mas é sempre uma beleza vir aqui beber as tuas palavras. Muitos beijinhos amiga. :)

wind disse...

Poema lindíssimo, ao lê-lo estava a imginar uma música para ele. Cheio de ritmo e uma musiquinha vinha mesmo a calhar:)
Quanto a pedires perdão porque o fazes? És livre, fazes o que quiseres com o que escreves e editas onde queres, que ninguém tem nada com isso:) Agora que te deste a conhecer vou linkar-te;) beijos

Amaral disse...

"Triste absurda" que tão bem escreve e tão bem trata das palavras… Se na prosa me deixas estupefacto, na poesia deixas-me sem palavras… Às vezes, não há comentários a fazer. Há que saborear, simplesmente…

Humor Negro disse...

Long time no see.
Ouve lá pá: tu chamaste-me sacana? Bamos lá ber isso!!!
Um beijinho

legivel disse...

Um poema lindíssimo. Nada mais a acrescentar .

Menina_marota disse...

Já lá fui e, fiquei maravilhada... nem precisas de pedir perdão, a tua sensibilidade enche a minha alma...tal como este Poema.
Um abraço carinhoso ;)

Anónimo disse...

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ai meu Abril, meu Abril...

dizia ele

"Só há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. Mas quanto à primeira não tenho a certeza."
Einstein