quinta-feira, 21 de abril de 2005

memória

Vinhas em torneados de dança.
Os pés descalços.
Finos os tornozelos.
Inaudível o teu pisar.
A luz a que dançavas, era...
entre ser o sol e o se deixar de ser
a estrela que alumia
Também na luz de um castiçal de velas
teu corpo tu dançavas.
Volteios de serena volúpia.
A dança duplicada.
O deslizar da vela se lacrimando
e o teu quase chorar... dançando.
Serpenteavas abraçando o ar.
Descalça.
Sacolejando panos... asas...
transparências coloridas.



Vinhas dançando
e eu estava ali.
Eu estive sempre lá.
Vi o sol se colocar detrás
Vi as velas acabarem...
lágrimas de cera... só...
Eu estive sempre lá.
Sempre...

E tu vinhas para mim....
Dançavas ronronando
gatinha bailarina.



o verdadeiro sentido deste texto está ali na gatinha do abstracto concreto que eu nem sei como dizer eu te agradeço TCA! eu te agradeço!




16 comentários:

Rah disse...

sou a primeira hoje, e ja´venho no ritmo da dança de cada verso.. que delícia!!! me senti flutuando nas cadências delicadas...
beijosss
Rah e Soul

folhasdemim disse...

Gosto das memórias assim descritas :) Vim colocar a leitura em dia. Beijinho, Betty :)

wind disse...

lindo! A dança na poesia:) beijos

O Micróbio disse...

Palavras bem ritmadas ao sabor de uma dança...

paperl life disse...

que bela "memória"!

:)

José Gomes disse...

Seila, fizeste-me bailar ao som das tuas palavras... e livre como o vento!
Cadência, rítmo, poesia... a "seila" de sempre!
Amiga, obrigado pela tua visita ao blog. Mas, se puderes, dá lá um salto, aos comentários...
Obrigado e um abraço.

Nilson Barcelli disse...

Gosto dessa tua visão masculina.
E o poema é belíssimo e vai crescendo até terminar a ronronar...
Beijo e bfs.

Marcelha disse...

Estou passando pra ver como está e desejar um ótimo final de semana, tô com saudades... Beijo no Coração! (me desculpe a ausência)

Yardbird disse...

E está também na sensibilidade de quem escreve a poesia como tu o fazes, Seila.
Fim de semana feliz :-)
Beijinho meu

Ana Russo disse...

Escreves sempre coisas tão bonitas.... um dia destes, vou ilustrá-las, com uma das minhas imagens... se não te importares... Bj grande. Penelope

rajodoas disse...

Pois amiga só que a gatinha tem os dedos escondidos e não dá para sabermos se ela arranha. Com um abraço do Raul

BlueShell disse...

Curioso...como essas tuas memórias são parecidas com as que eu guardo...
beijo-te. BShell

antonio disse...

Pois claro, a escrever assim... só podias ter sido escolhida como um dos post's da semana do Café Expresso-Tadechuva.

Aquele abração do
Zecatelhado

lique disse...

Que bela e sensual dança de palavras, mulher! Pareceu-me ver esvoaçar veus onde o sol se reflectia. Lindo. Beijão

agua_quente disse...

Que coisa linda, essa dança feita poema! Só tu escreves assim. Beijos

JPD disse...

Olá seila!

Acho o poema muito bom.
mas francamente, a gatinha...está demais!
Bjs

adoro estes espectáculos - este é no mercado de Valência

desafio dos escritores

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meu honroso quarto lugar

ABRIL DE 2008

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meu Abril vai ficando velhinho precisa de carinho o meu Abril

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ai meu Abril, meu Abril...

dizia ele

"Só há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. Mas quanto à primeira não tenho a certeza."
Einstein