Não sei nada. Nada do que sei interessa a ninguém. Sinto. Também não sei se o que sinto interessa a alguém. Não que queira, mas que devia (a mim mesma, claro!) uma reflexão, uma que fosse, sobre o nosso momento. Abro os jornais. Leio. Folheio. Fico pensando. Um desencanto cai-me ali e esborrata as letras. Tiro os óculos. Limpo-os distraída. Penso: “não, este desfocado, não é do sujo das lentes; tampouco de estarem desajustadas a esta vista cansada”. Apoio o queixo na palma da mão. Que raio se anda a passar?! Andarei eu confundida ou...deve ser! Eu ando sempre out, ando sempre a leste! Mas... a cada página deste jornal de sábado, encontro coisas confusas para a minha mente! Não! Necessariamente eu não tenho qualquer jeito para comentadora! Tá visto! Não vale a pena o esforço que estou fazendo.
A Ministra da Educação de que nem sei o nome (vergonha? Eu?! Porquê?! Esqueço-me, pronto!) mas...essa dama teve a desfaçatez de dizer o que disse?! E ainda teve defesa de um qualquer ministro?! Preciso foi o senhor açoriano do alto do seu magistério de segunda figura deste ex- império, tentar colocar alguma ponta de verniz naquela pouca vergonha. Sim porque as intervenções dos senhores da bancada deixaram também muito a desejar! Oh! Zé Magalhães! Oh! Homem, tem lá respeito pelos cabeleireiros que aí a gente lê a Holla ou lá que é e outras revistas cor-de-rosa, mas não telefona a dizer que não vai porque elas não merecem ou apenas porque não apetece. A gente arranja uma desculpa simpática nem que seja a proverbial dor de cabeça ou uma marcação para tratar dos dentes que esqueceu! Sinceramente, aquela outra do acidente e incidente vinda do lado mais à esquerda da bancada daquele rapaz com um ar sempre bem-educado...oh! Louçã! Depois do que disse a dama, na valia, digo eu que nada sei, na seria mais do jeito dessa ala, contribuir para deixar o resto louça partida em vez de pores a dar lição de vocabulário?!
Este país está de gatas, dizem alguns (muitos?!!!!) Mas atão na havia de estar?! Atão agora os senhores da banca ou empresários o diabo que os carregue e os (ai meu deus!!!) sindicatos fazem concertações assim em jeito de um beberete e os trabalhadores deste país que dão o coirão, nem sequer são convidados nem tidos nem chorados.
Podia eu dizer mais, mas como vejo e já sabia, na tenho veia para coisas de política. Mas enerva-me. Irrita-me. Fico encolhida na cadeira cheia de vergonha, até coro e sinto arrepios, como no circo ou no balet em pequenina (e ainda agora) quando os artistas davam um passo fora do tom. Isto quer esteja sentada em frente do pequeno ecrã ou na posição horizontal a ler um jornal...coro até à raiz dos cabelos!
Depois não percebi ainda, mas isto desde há muito tempo, porque raios querem os partidos (que nome haviam de ter estes conjuntos! E como assenta ele bem, neste momento, aos que cá temos!) dizia eu, para quê essa postura de fazer coligações?! E o nosso presidente (devia ter escrito com letra grande?! Na me apetece!) depois dos acontecimentos de um passado recente que remonta aí ao despontar da Primavera, entrou em delírios trémulos talvez seja por razões religiosas, a anuir com esta das coligações! Oh! Jorginho que a ti nunca em sítio de acaso te conheci, nem à tua Zézinha, mas custa-me! Que me parecias um rapaz atinado e andas assim a modos que uma ventoinha – roda-te a cabeça para todo o lado. E anda o teu mano, coitado, a escrever que se farta aqueles livritos e artigos de revista a defender a moçada e os professores e a escola e tu, homem, tira uma noite, uma semana, e vai jantar e ouvir-lhe uns conselhos! Não que eu partilhe de tudo o que ele diz, mas antes isso que andar assim de tensão baixa a tentar compor o puzzle em que está tornado este país!
Felizmente, ( pra mim, tá-se vendo!...) nestas eleições de parto prematuro, não nas há por razões se calhar obscuras...sei lá... Mas explico a minha: se cada partido defende uma linha de pensamento, uma ideologia (não?!!!!!!!!) e uma forma diferente de conduzir os destinos da nação (não?!!!!!!!) porque não vai cada um por si ver o que os votantes desejam e depois de contados quantos e quais tem mais riscos nos papelinhos (agora é no computador?!!! é?!!!) todos juntos serão a representação de quem votou, repito, de quem votou! De outro modo, uns destes dias estamos naquela negra fase que tão bem conheci de partido único (havia algum?!!!).
Entretanto...digo? na digo? Vá! Digo!... que este tipo de escrita na me dá, felizmente, todos os dias!
Dizia, eu, que entretanto a Mãe Natureza respirou forte e matou uma data de gente! Parece cru?! Não é! Um destes dias, pode acontecer o mesmo aqui à gente! Mas, respirando de um natural que a Terra tem de fazer, alagou países inteiros e deixou, vivas, sem abrigo, sem pão e sem família, muita, um ror de gente! Aqui d’el rei que a nossa TV nos dias primeiros apenas via que europeu podia, das suas ricas férias ter ido na cheia prás alminhas! Depois, lá acalmou, mas como eu me espanto de ver a dor estampada na cara das gentes (com razão pêra lá na façam confusão que eu inda sei o que estou a dizer!) anunciando, anunciando quantos mortos e as idades e mais ao pormenor não é que não há assim condições logísticas para fazer daquilo um furo jornalístico. E deram até em tentar encontrar alguém que sabia e não avisou que a onda gigante vinha lá!
E, pergunta a minha santa ingenuidade, quando não é a Terra que respira, quando o “fenómeno” que mata tanta gente todos os dias é devido a causas não da Natureza, mas antropogénicas (!) e as responsabilidades estão bem definidas em homens a que podemos apontar o dedo?! Ah! Aí a coisa tem uma dimensão cumulativa...é coisa costumeira de dia a dia... e por tal não é assim uma tragédia!!! Pois!... eu bem disse desde o princípio que não sei nada! Sinto! Mas e as guerras?! E os soldados e as populações não são mães, pais e filhos mortos?!!! E as cidades e aldeias destruídas e a fome?!!! São quê?!!! Ah! Acontecem todos os dias...a gente esquece?!!!
Pois... olha eu cá por mim até diria que se estas coisas do dia a dia não acontecessem, talvez, melhor, quase de certeza, que teria à tecnologia e à ciência sido permitido ter orçamento por aí pelos diversos continentes, para que os respirares da Terra fossem mais previstos e, sobretudo, tivessem aquelas gentes modos diferentes de casa para viver e os ressorts (que bonitos estes nomes! que eu também já estive neles, calma eu sou um deles tenho tanta culpa como toda a gente!) não estivessem entrados pelo mar fora como se fosse pecado deixar os areais parecerem um bocado com isso que já foram um regalo para os sentidos!
Misturei tudo! Pois bem! que seja!
Mas ainda digo mais: adorei ver na TV aquela festa de caridade (não?!!!) em que foi lá um senhor banqueiro muito humildemente fazer um donativo e ganhar palmas! Foi um gesto bonito quase que me vieram as lágrimas aos olhos! bondade pura apenas com a TV por mero acaso a buscar pressurosa mais um furo!
Assim, por mim sentida, vai a vida neste mundinho. A Terra respirando e a gente julgando que dura eternamente e pode a seu bel-prazer e fazer da Natureza, da Vida e dos Homens o que bem entende.
Esquecendo-se que o mais importante não é visível aos olhos! Ou será?!....


leiam AQUI o post de 5.1.05 O mar enrola na areia