terça-feira, 14 de setembro de 2004

Zecatelhado o povo tá contigo!!

Oh! Alves Oh! Abstracto Concreto!
a gente tem saudades dos teus desenhos!!!
e das tuas palavras!!
Roubei....por uma boa causa! sei lá...

to ALVES: lots of smiles, wherever you are.
Today I'm happy

My friends are coming
Do I have enough food?
Am I forgetting something?
Am I early or am I late?
Hum, it tastes really good.
And the wine? I think is ok.
I'll change the table cloth...
Oh yes - Much better this way!
Is doesn't really matter
How often this happens
Today is a very special day
Posted by alvestc at agosto 14, 2004 08:52 PM


(e tu 5ª elemento (Boro ou Rubídio?!) onde andas?!)

sábado, 11 de setembro de 2004

confusão mental

Carregada de palavras
gorda de dizeres
abraçada de silêncios
apetecida de dormires profundos
de acordares vagarosos
de manhãs previsíveis
de entardeceres acabados
esvoaçando para escuros de sossego
esvoaçando para amanhãs novos
Apetecida de descanso...
o descanso da alma
o descanso que não se apraz com não fazer
o descanso da paz
o descanso de estar em descanso
Emagrecer de palavras
Engordar de silêncios de já ditos
abraçada de palavras sussurradas
inventadas...nunca ouvidas
Sossegar sossegadamente
Farta da palhaçada das palavras
Cansada da algaraviada
Silêncio
Calar-me a mim
Desouvir-me
ficar apenas o silêncio
com os ditos em fundo
e apenas sussuros e música
Nada de estrondos
nada de TV
nada senão o mar mesmo em tempestade
a chuva mesmo em telhado de zinco
o tilintar das chaves no chaveiro
E as portas abrindo e fechando sem ruído
nada de torneiras a pingar
nem autoclismos avariados
nada de colheres a raspar pratos
numa mesa cercada de silêncios
nada de campainhas...telefones...telemóveis
Fugir dos meus ruidos
sair do barulho que me faço
rebentar os silêncios silenciosamente
e depois falar em surdina
.....
a antecâmara da morte?
a sala de visitas de um manicómio?
Talvez apenas...
apenas a busca de mim
sossegada

em memória

Antes... durante...e depois daquele 11 de Setembro

a música
as palavras

(retirado desse site)


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Mariaras A VELHA onde anda?!!!!! sumiu sem dizer nada!

lembra-se que lhe enviei estas flores?

sexta-feira, 10 de setembro de 2004

Tu

Tu não precisas escrever para ser poeta...
não precisas fazer para ser um homem
não precisas dizer para ser ouvido...
Simplesmente,
do fundo do teu eu escondido,
quase sempre envergonhado,
não de ti, mas das coisas do mundo,
tu falas, dizes, gritas
a liberdade de estar sozinho
liberdade que é ,
sem que o saibas, e por isso, o precises dizer,
a forma mais dura, mais ignara,
mais vivida de viver!
Tu, leal ao mundo
aos que o polulam
que sempre,
quando o dizes,
se percebe que te enchem,
incomodam e, mais, melhor,
confundem
na multiplicidade anárquica que os sentes
não ser cada um em si ,
como tu te és em ti,
sozinho e crente da vida e dos demais,
mas sim um amalgamar
em condições
em regras
o eu
peculiar e único e singular e belo
que cada um, como tu,
se o deixassem,
podia SER.

Perceber-te nessa singularidade que desolhas
nesse desatento olhar,
que, mais que tu, outros te impõem,
é um carinho, uma Graça
maior que olhar o esconder do sol no horizonte
maior que ouvir o bater de asas de um passarinho.

Perceber-te
saber que o sabes...
ver-te a olhar para ti
único ..
sozinho...encantado de ti,
despojado...
sábio e amante...
fazê-lo...
é poder partir de aqui
sem precisar de mais
senão agradecer, rezando, a um deus,
que nem sei se existe, mas me ouve...
dizendo em silêncio:
adormeci...
tudo está em Paz.
(Julho de 2004)

quinta-feira, 9 de setembro de 2004

avariação

Por aqui ando..andando
aos tombos - pareço um maximbombo
um daqueles da Luanda da Mutamba
(há quanto tempo!)
...parei...estou numa paragem de avria
os passageiros descem zaragatando
eu estrebucho...tento andar...gorgeio estridente
abano-me e deito fumo e um líquido (lágrimas?)
....amanhã já é hoje...tá faltando só o sol
e o maxibombo vai arrancar devagarzinho
e os passageiros sobem sorrindo
deslembrados da avaria...

quarta-feira, 8 de setembro de 2004

despedida

Oh! sapinho, eu desisto
Eu entendo-me mesmo é com o meu sapinho!
Não me abandones que eu sem ti ando perdida!
Tento reencontrar a forma e sai sem este carinhoso aspecto que coloquei aqui...
Sem ti, sapinho rafeiro e arredio, mal educado e fugidio, eu fico mesmo sem partido!!!
Agora vou para outras lides...
Vou, porventura deixar este cantinho por uns tempos e nem sei se vou encontraroutro...
Hoje levei o dia procurando poiso...uma casa...
Nada me encantou - a sala mal iluminada, os vizinhos barulhentos, outras linguagens que me não entendem nem entendo...
Voltei...
Fiquei olhar para este espaço e a indolência própria da nostalgia, afagou-me
Recostei-me e fiquei olhando...
Sapinho não sejas assim - pintei a casa toda, arrumei a sala, tenho os livros nos locais que conheço...
Bolas e assomo à janela e conheço todos os transeuntes, o homeme da mercearia da esquina, a mulher que passa todos os dias pela tardinha, os ninhos das andorinhas...
Terei que sair daqui?! vai custar-me muito!

adoro estes espectáculos - este é no mercado de Valência

desafio dos escritores

desafio dos escritores
meu honroso quarto lugar

ABRIL DE 2008

ABRIL DE 2008
meu Abril vai ficando velhinho precisa de carinho o meu Abril

Abril de 2009

Abril de 2009
ai meu Abril, meu Abril...

dizia ele

"Só há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. Mas quanto à primeira não tenho a certeza."
Einstein